Mutirão de direito familiar na DPE-RR segue até sexta-feira
Os atendimentos da ação ocorrem a partir das 14h, na sede da Defensoria, no Centro; meta é atender até 300 pessoas.

O mutirão para atender pelo menos 300 pessoas na Defensoria Pública de Roraima (DPE-RR), segue até esta sexta-feira, 24. A ação é voltada para atendimentos na área cível e do direito familiar.
Ainda há vagas para quem deseja receber atendimento no mutirão. Para isso, é necessário procurar a sede da Defensoria Pública, na avenida Sebastião Diniz, 1165, Centro, próximo ao terminal de ônibus, das 8h às 12h. O mutirão inicia às 14h.
Quem acabou recebendo atendimento pelo mutirão no mesmo dia que agendou, foi a cabeleireira Odelita Costa, de 48 anos. Ela procurou a Defensoria Pública para realizar o reconhecimento de maternidade afetiva com a enteada, de 12 anos, após a morte do marido há poucos dias.
“Ele me entregou ela antes de morrer para eu cuidar, enquanto ele estava internado. Deixou ela comigo e agora eu estou em busca de um documento para dar entrada no INSS, para ela receber a pensão do pai. A Defensoria está de parabéns, eu consegui ser atendida, fui bem atendida, bem recebida, bem assistida, e eu só tenho que parabenizar com esse mutirão. Foi maravilhoso”, afirmou.
Facilitar e ampliar o acesso à justiça, como o caso de Odelita e tantos outros, é o objetivo da Defensoria Pública com este mutirão, conforme a defensora pública, Emira Salomão. Ela salienta que este tipo de ação é frequente, devido a alta demanda na área familiar. Além de Emira, outros (as) cinco defensores (as) e 12 assessores (as) jurídicos (as) atuam neste mutirão.

Até mesmo quem já utilizou os serviços da DPE-RR, aproveitou o mutirão para garantir seus direitos, a exemplo da dona de casa Aline Claudia, 43. Em busca de regularizar a pensão dos filhos, uma menina de 6 anos e um menino de 4 anos, ela elogiou o atendimento recebido.
“Vejo o carinho e a dedicação com a gente que vem atrás porque, afinal de contas, nós somos de baixa renda. Então, geralmente quem é de baixa renda, vem para a Defensoria Pública, já que não pode pagar um advogado. Só agradecer. Minhas outras audiências foram todas favoráveis e espero que essa também seja”, destacou.
Já a aposentada Marilan Amorim da Silva, 59, chegou até a DPE-RR por meio do Conselho Tutelar. Ela buscou auxílio para reconhecer como neta uma menina de 4 anos, pois o filho dela, suposto pai da criança, morreu há dois anos.
“A Defensoria está de parabéns e agradeço muito, pois resolveram meu problema muito rápido e estou feliz com o atendimento”, declarou.
Serviços
No mutirão, é possível receber atendimentos e orientações sobre ação de alimentos, cumprimento de sentenças de alimentos, desarquivamento de processos, tomada de decisão apoiada, Interdição/Curatela e divórcio sem bens, reconhecimento de paternidade ou maternidade afetiva ou biológica, e outros.