Ciclo de diálogos aborda os desafios e conquistas da Lei Maria da Penha
Atividade foi realizada na Casa da Mulher Brasileira e teve como público-alvo instituições da rede de proteção à mulher.

O Ministério Público do Estado de Roraima (MPRR), realizou nesta quarta-feira, 28, a 3ª edição do Ciclo de Diálogos da Lei Maria da Penha.
Promovido pela Promotoria de Justiça de Defesa da Mulher, o evento neste ano abordou os desafios e conquistas da Lei Maria da Penha que neste mês completou 18 anos. A atividade foi realizada na Casa da Mulher Brasileira e teve como público-alvo instituições da rede de proteção à mulher.

O Procurador-Geral de Justiça, Fábio Bastos Stica, realizou a abertura do evento e disse que acredita que o aumento do número de denúncias se deve ao fato de que, atualmente, as pessoas têm mais respaldo ao comunicar casos de violência doméstica. “Hoje, se a própria mulher não denuncia, as pessoas no entorno, como familiares e vizinhos, comunicam o crime. Eu não tenho propriedade para dizer se a violência doméstica aumentou ou se aumentaram as denúncias nos últimos anos. Eu quero crer que tenham aumentado as denúncias e isso é resultado do aparato protetivo da Lei Maria da Penha. No MPRR, temos feito o dever de casa com três Promotores de Justiça atuando para combater a violência doméstica”, ressaltou o PGJ.

A Promotora de Justiça, Lucimara Campaner, afirma que a 3ª edição do Ciclo priorizou o reconhecimento da Lei Maria da Penha nesses 18 anos de existência e também abordou temas correlatos, como violência contra a dignidade sexual, questões que repercutem na vara de família, a exemplo de separações e pensões alimentícias, e o direito da mulher a um lazer seguro.
“A Lei Maria da Penha é considerada pelos Organismos Internacionais como a terceira melhor Lei do mundo na proteção à mulher, no âmbito doméstico familiar. E ao longo dos seus dezoito anos de existência, ela foi passando por incrementos, por alterações, modificações para fortalecer a sua estrutura. Por isso no Ciclo de Diálogos, a gente busca conjuntamente discutir propostas através de debates e fazer a construção da carta de intenções com diretrizes para que os setores públicos da sociedade civil possam seguir e fortalecer tanto a aplicação da Lei Maria da Penha quanto das demais medidas de proteção”, concluiu a Promotora de Justiça.