ALERR destranca pauta, derruba um veto e mantém dois
Veto parcial ao PL 97/2017, que institui Semana Estadual de Incentivo ao Ciclismo, foi derrubado por unanimidade.

Durante a sessão ordinária da Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR) desta terça-feira, 20, os deputados analisaram três vetos do Executivo que estavam obstruindo a pauta de votação. Dois foram mantidos e um rejeitado.
A Mensagem Governamental nº 54/2022, que veta parcialmente o Projeto de Lei (PL) nº 097/2019, de autoria do deputado Éder Lourinho (PSD), foi rejeitado pelos parlamentares por 16 votos. Lourinho defendeu a derrubada do veto. O PL institui a Semana Estadual de Incentivo ao Ciclismo em Roraima

O Executivo havia vetado os artigos 3º e 4º do PL, por entender que “há a criação de ações, atividades e atribuições para o Poder Executivo Estadual que caracterizam verdadeiros comandos de gestão administrativa, com interferência expressa em órgãos da administração”.
Ainda segundo a justificativa do veto, a proposta “invade a competência legislativa privativa do Poder Executivo, haja vista que a criação de programas ou políticas sociais com previsão de novas obrigações aos órgãos estaduais é atividade que cabe essencialmente à administração pública”.

Segundo documento encaminhado pelo Executivo, o PL concederia a carteira de forma gratuita, ocasionando o “desempenho de novas atribuições e aumento de despesas”. “Contudo, a criação de programas com previsão de novas obrigações aos órgãos estaduais é atividade privativa do Poder Executivo, cabendo à administração pública deliberar a respeito da conveniência e oportunidade”.

“O projeto não é inconstitucional, mas faremos uma nova propositura, pela questão política. Nós temos apenas um flutuante aqui em Boa Vista e temos os que fazem a pesca esportiva e recebem turistas do mundo inteiro. Da forma que está, o PL iria prejudicar o trabalho desses flutuantes, gerando desemprego e menos desenvolvimento”, ressaltou o deputado.
Ao analisar o PL, o Executivo observou que “as regulamentações pretendidas necessitam de um maior aperfeiçoamento, isto porque há a necessidade de adequar a política atual e criar mecanismos que permitam, em prazo razoável, o cumprimento da obrigação por parte dos estabelecimentos afetados e a consequente fiscalização pelo poder público”.