Sistema Faerr e parceiros se reunem para alinhar processo de retirada da vacinação contra febre aftosa em Roraima
Exclusão da vacinação contra a febre aftosa já foi implementada em outros estados brasileiros; em Roraima, a previsão é que a retirada ocorra no segundo semestre deste ano.

O presidente do Sistema FAERR/SENAR, Silvio de Carvalho, participou de uma reunião estratégica com Marcelo Parisi, presidente da Agência de Defesa Agropecuária do Estado de Roraima (ADERR), André Prado, presidente da Coopercarne, e Rodrigo Mesquita, presidente do Fundo de Desenvolvimento da Pecuária de Roraima (FUNDEPEC/RR). Durante o encontro foram discutidos os assuntos relevantes de interesse dos produtores rurais do estado, sobre a campanha de retirada da vacina contra febre aftosa e as estratégias que serão implementadas pela ADERR, para este ano.

A exclusão da vacinação contra a febre aftosa já foi implementada em outros estados brasileiros, integrando o Plano Estratégico do Programa Nacional de Erradicação da Febre Aftosa (PE-PNEFA). Em Roraima, a previsão é que a retirada ocorra no segundo semestre deste ano, conforme explicou Marcelo Parisi, presidente da ADERR:
“A Agência de Defesa vem pleiteando a retirada da vacinação há muitos anos. Com a sinalização positiva do Ministério no último ano, para que a vacinação seja suspensa no segundo semestre em Roraima, teremos a última vacinação prevista ainda para este semestre. Após esse período, iniciaremos novas etapas no tratamento do Programa de Febre Aftosa.”

“Roraima se tornará um estado livre da febre aftosa sem vacinação, abrindo oportunidades em mercados externos e beneficiando produtores de diferentes portes, sejam pequenos, médios ou grandes.”
De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária, o Brasil é um dos líderes mundiais na produção e exportação de carne bovina, contribuindo com aproximadamente 15% da produção global e 20% das exportações mundiais desse produto. Alguns países, como Japão e Coreia do Sul, exigem que o Brasil seja reconhecido como livre da febre aftosa sem vacinação para aceitar suas exportações.