I Seminário Estadual de Práticas Pedagógicas no Contexto da Educação Migratória debate desafios da recomposição de aprendizagem
Seminário reuniu educadores da capital e do interior do Estado, das redes estadual e municipais de ensino, além de gestores e parceiros de instituições nacionais e internacionais.

Com foco na inclusão educacional de estudantes migrantes, o I Seminário Estadual de Práticas Pedagógicas no Contexto da Educação Migratória aconteceu nesta quinta e sexta-feira, 19 e 20, no auditório da Uerr (Universidade Estadual de Roraima).
O evento foi uma realização do Governo de Roraima, por meio da Secretaria de Educação e Desporto, Unicef, em parceria com a União dos Dirigentes Municipais de Educação em Roraima e a Organização dos Professores Indígenas de Roraima.

A secretária adjunta de Educação, Raimunda Rodrigues, destacou a importância de integrar as necessidades dos alunos migrantes nas práticas pedagógicas.
“Os reflexos da pandemia até hoje perduram, porque os nossos alunos ficaram dois anos sem ter aulas da forma que nós gostaríamos (aulas presenciais) e isso trouxe um impacto muito negativo na aprendizagem. É responsabilidade de cada um de nós cuidarmos para que os nossos alunos aprendam e tenham realmente aprendizagens significativas. A leitura e a escrita, a alfabetização das crianças são fundamentais para que elas possam desenvolver qualquer um dos outros componentes curriculares”, salientou a secretária.

O destaque da noite do dia 19 foi a palestra de Christy Pato, coordenador-geral de Estratégia da Educação Básica do Ministério da Educação, que trouxe uma visão nacional sobre as políticas de recomposição da aprendizagem.
“O maior desafio é por conta das especificidades. Quando eu digo especificidades, não estou falando só das modalidades, mas também das especificidades das variabilidades territoriais. Pensar justamente na diferença do que é fundamental numa capital como Boa Vista ou numa capital como Porto Alegre, por exemplo, é completamente diferente”, disse o palestrante.

“É muito importante pensar que a crise de aprendizagem é anterior à pandemia. Nós já enfrentávamos problemas graves de aprendizagem antes da pandemia. E num contexto de migração, como o de Roraima, isso se torna ainda mais grave. Temos uma questão que é garantir o acesso dos meninos e meninas venezuelanos, Waraos e de outras etnias indígenas à escola”, completou.
Entre os participantes, a professora Cleudimar Lima, que atua na Escola Estadual Cristóvão Colombo, na zona rural do município de São João da Baliza, falou sobre sua expectativa para o seminário.

Ao final do seminário, após as oficinas práticas, mesas redondas e a apresentação de estudos de caso, foi montado um Grupo de Trabalho envolvendo instituições de várias esferas que trabalham com a educação.