Dia do Artesão: Mais que trabalho, uma relação de amor e um símbolo de resistência
Conheça histórias de quem dedicou a maior parte da vida a essa arte que atravessa gerações.

O artesanato é considerado uma das artes mais antigas da humanidade, carregando em si valores culturais, que contam um pouco da história e da identidade de um povo. Apesar dos avanços tecnológicos, profissionais que atuam na área seguem resistindo e mostram que trabalhar com o que se ama é essencial para que essa arte se perpetue pelas próximas gerações.
Resistência

Ela destacou que o artesanato também é parte de sua identidade, tendo em vista os anos de história trabalhando na área. “O artesanato na minha vida representa absolutamente tudo. Nós, artistas, enfrentamos sim certas dificuldades, porém a gente veste a camisa e resiste, por entender a importância dessa arte para a nossa cultura e por amarmos o que fazemos”, explicou.
Quem visita o ‘quiosque’ de Juraci, no Centro de Artesanato Velia Coutinho, encontra desde itens pequenos, como chaveiros a cestarias e cocares indígenas. “Tudo que vendemos hoje aqui é feito com matéria-prima da nossa terra, colhidas em natura. São peças únicas, produzidas com muito carinho”, contou.
Conquista

“Tudo que conquistei na vida, junto ao meu marido, é fruto de muito trabalho e muito amor por essa arte. Temos muito que nos orgulhar. O artesanato do norte é único, diferenciado e infelizmente as próprias pessoas daqui não valorizam tanto quanto o pessoal de fora”, revelou.
O Centro de Artesanato Velia Coutinho conta com quatro quiosques que possuem os mais diferentes tipos de produtos, todos feitos manualmente. O local fica no Complexo Ayrton Senna e funciona de terça a sábado, das 14h às 20h. Outra opção também é a Feira de Gastronomia e Artesanato do Parque do Rio Branco, que conta com 40 estandes, aberta de sexta a domingo, das 17h às 20h30.
Marcus Miranda